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» Grupo de teatro da ACEFH acumula prêmios e vence festival estadual de teatro
Foto: Giuliano Bueno 13/12/2017

No último domingo (10), o grupo de teatro “Foi o que eu disse”, da Associação Cultural Educando para o Futuro de Harmonia (ACEFH), foi consagrado vencedor do Festival Estadual de Teatro do Rio Grande do Sul (FESTE 2017). O FESTE 2017 ocorreu de 6 a 10 de dezembro na Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre. Vencedor também do Festival Internacional de Santo Ângelo, no mês de novembro, o Auto da Compadecida competiu a nível estadual com outros 11 espetáculos vencedores de outros festivais que ocorreram no ano de 2017 no interior gaúcho.

 

O Auto da Compadecida recebeu cinco importantes prêmios: 

- Melhor Espetáculo;

- Melhor Atriz (Fabiola Cristina Orth);

- Melhor Atriz Coadjuvante (Nicole Maria Orth);

- Melhor Trilha Sonora;

- Melhor Figurino (Fabrízio Rodrigues).


Recebeu também mais três indicações de:

- Melhor Cenário;

- Melhor Maquiagem;

- Melhor Direção.

 

Para Dirce Maria Orth, uma das fundadoras da associação, presidente dos anos de 2013 a 2015 e coordenadora do teatro da ACEFH, esses prêmios representam uma conquista de grupo e mostram a importância da união e do comprometimento de todos com o bem social para obter ter um resultado. “O nosso município também é premiado por ter o entendimento que é direito dos munícipes o acesso à cultura, artes, esporte e educação e investir em tantos projetos sociais que beneficiam toda a comunidade, inclusive no projeto Vivenciando Cidadania, que a ACEFH mantém desde 2006.

 

Histórico do Grupo e do espetáculo

O grupo "Foi o que eu disse" iniciou seus trabalhos em 2011 e é composto por um elenco de 11 pessoas, alunos que fazem teatro na ACEFH desde 2007, associação que tem parceria com o poder público municipal e recebe repasses públicos  anuais da prefeitura desde 2007 para  o Projeto  Vivenciando Cidadania. Em 2013, o professor de teatro da ACEFH, Júlio César Schuster, fez a adaptação e a montagem da peça O Auto da Compadecida junto com seus alunos. Em sua primeira apresentação, a peça encantou o público presente e recebeu muitos elogios. Em 2014 o grupo passou a participar de festivais de teatro pelo estado, sendo premiado em todos os festivais dos quais participou.

 

Ao todo, foram oito festivais regionais, sendo sete de 2014 a outubro de 2015. Destes, venceu cinco deles como Melhor Espetáculo. O grupo parou por dois anos e retornou em novembro de 2017, vencendo o Festival Internacional de Santo Ângelo. Premiado em todos eles, o grupo acumula 46 prêmios, sendo o mais recente o Festival Estadual de Teatro do Rio Grande do Sul.

 

No elenco estão: Ana Caroline Ledur, Ana Luiza Vier, Fabiola Cristina Orth, Isadora Dahmer Hanauer, Joana Gabriela Orth, Leandro Luiz Lottermann, Monica Hillesheim, Nicole Maria Orth, Samuel Vier e Vanesa Suelen Hilgert, com a direção de Julio César Schuster.

 

O Auto da Compadecida é uma obra do escritor Ariano Suassuna, professor, poeta, dramaturgo e romancista, nascido em 1927 e falecido em 2014, em Recife. É a peça de maior sucesso de Suassuna e foi encenada a primeira vez em 1957.  Essa obra é conhecida pelo mundo e já foi traduzida por dezenas de idiomas, contando com várias montagens, ela pode ser considera uma marco na história do teatro brasileiro.

Sinopse do espetáculo encenado pelo grupo harmoniense

O Auto da Compadecida conta a história de dois nordestinos, João Grilo e Chicó, que sem eira nem beira preparam inúmeros planos para conseguir um pouco de dinheiro, se virando como podem, fazendo pequenas armações. Essas armações, criadas pela esperteza de João Grilo, sempre com a parceria de Chicó, os colocam em verdadeiras confusões envolvendo-os em  histórias de amizade, ganância, amor, traição, julgamento, perdão e misericórdia.

 

A trilha sonora é toda executada ao vivo pelos atores. O grupo desenvolveu releituras e adaptações de canções do cancioneiro popular nordestino, contextualizando-as no enredo da peça. Assim, a trilha se torna um forte elemento, que não cria apenas climas e tensões, mas comunica e narra, fazendo com que a música cumpra um papel fundamental.  Os atores tocam, cantam e interpretam seus personagens, dando vida a um espetáculo brilhante.